A Minha Carreira

Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, António Gedeão

Archive for the tag “politicas ativas emprego”

Ao fim de um ano, só 38% dos ex-estagiários estavam a trabalhar sem qualquer apoio adicional

estagios7Porque é que as regras vão mudar?
O Governo apresenta duas razões. Por um lado, o resultado das avaliações feitas: ao fim de um ano, só 38% dos ex-estagiários estavam a trabalhar sem qualquer apoio adicional e apenas um em cada quatro tinha um contrato sem termo. Por outro lado, a forte quebra de financiamento: as verbas comunitárias foram reduzidas em 2,5 mil milhões e, com um terço do período do novo quadro comunitário decorrido, cerca de dois terços da dotação já está comprometida. A equipa do Ministério do Trabalho diz que é impossível manter os anteriores níveis de execução.
In “Estágios mais curtos e apoios mais baixos: as alterações que o Governo quer aprovar

Anúncios

Modelo de Serviço Público de Emprego que adapta as políticas activas de emprego às necessidades dos desempregados

pes modelo

In “Advanced Profiling Models

Em 2014 e 2015 bateram-se todos os recordes de execução das políticas activas de emprego

mae iefpOs dados adiantados mostravam ainda que em 2012 os programas de emprego tinham custado 150 milhões de euros, enquanto em 2014 e em 2015 o valor tinha passado para 450 milhões por ano.

Vieira da Silva confirma agora esta ideia: “Quando o orçamento do IEFP me foi apresentado contava com menos 300 milhões de euros do que a execução anterior por falta de recursos programados”, disse respondendo à deputada do PCP, Rita Rato, que recordou números cedidos pelo presidente do IEFP às bancadas parlamentares.

Se em 2013 havia 44 mil pessoas em situação de estágio, em 2015 eram já 72 mil; os apoios à contratação passaram de 24 mil pessoas para 58 mil nestes três anos e, no final do ano passado eram mais de 340 mil em programas de formação profissional. A deputada assumiu ainda que “meio milhão de desempregados, 555 mil estavam envolvidos em medidas deste género”.

In “IEFP recebe 100 milhões extra para financiar emprego

Governo vai lançar o Programa “Contrato-Geração” para promover a ativação dos desempregados mais afastados do mercado de trabalho

desempregados7No quadro das políticas ativas de emprego, a estratégia do Governo passa por:
i. uma maior focalização das medidas nos segmentos mais atingidos pelo desemprego, designadamente os jovens, em particular os NEET, e os desempregados de longa duração; e
ii. favorecer inserções efetivas no mercado de trabalho, com a contratação permanente como referencial.
Uma das medidas que se destaca é o desenvolvimento do Programa “Contrato-Geração”, que visa promover a ativação dos desempregados jovens e desempregados de longa duração, contemplando:
i. um apoio a reformas a tempo parcial e incentivos à contratação de jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego; e
ii. um apoio ao emprego para as empresas que contratem, simultaneamente, jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração.
In “Programa Nacional de Reformas – Mais crescimento, Melhor Emprego, Maior Igualdade” (página 16)

Balcão Único de Emprego deve prestar um apoio mais intensivo e personalizado durante a procura de emprego

centro empregoNo âmbito de uma estratégia de melhoria contínua dos serviços prestados pelos SPE, encontra-se em avaliação um aprofundamento da lógica de “Balcão Único do Emprego”, visando ganhos de eficiência no que respeita à ativação dos beneficiários de prestações de desemprego e à prestação de um apoio mais intensivo e personalizado durante a procura de emprego e formação profissional para alguns grupos-alvo específicos – como os jovens NEET e/ou os desempregados de longa duração. O desenvolvimento ao longo da legislatura da Educação e Formação de Adultos, constituirá igualmente um dos principais pilares da ativação dos mais afastados do mercado de trabalho, aumentando de modo decisivo a sua empregabilidade.
In “Programa Nacional de Reformas – Mais crescimento, Melhor Emprego, Maior Igualdade” (página 16)

Governo vai criar o Passaporte Qualifica e ampliar a Rede Qualifica para 300 Centros até 2017

cqepEsta estratégia integrada de educação e formação de adultos implica desenvolvimentos ao nível da organização, complementaridade e permeabilidade da oferta e dos percursos formativos, através do alinhamento da estrutura modular dos conteúdos de formação com um sistema de créditos devidamente reconhecido que favoreça a mobilidade e introduza flexibilidade nos percursos formativos. Para garantir essa integração, será criado o Passaporte QUALIFICA, que concentra toda a informação do percurso individual de educação e formação de adultos, incluindo o diagnóstico inicial, as qualificações obtidas e o percurso a seguir até à certificação final e adequando os currículos de competências básicas às necessidades específicas do mercado de trabalho, numa lógica setorial e regional. Neste âmbito, importa apostar no RVCC profissional, reforçando a rede de operadores para a certificação de competências em exercício, que complemente a formação e qualificação que os ativos empregados desenvolvam no âmbito da aprendizagem ao longo da vida.
O reforço e alargamento da Rede QUALIFICA pressupõe uma meta de ampliação da rede de Centros QUALIFICA em 26% até 2017 (até 300 centros), articulada com:
i. o reforço dos meios disponíveis nos atuais centros para a qualificação e ensino profissional, dotando-os de técnicos qualificados e de condições para assegurar o aumento da atividade e uma atuação mais descentralizada;
ii. a diversificação dos pontos de acesso à rede, com melhor informação e encaminhamento para as respostas;
iii. a mobilização dos parceiros no terreno (e.g. escolas profissionais, centros de formação profissional do IEFP, gabinetes de inserção profissional, municípios e freguesias, associações empresariais, iniciativas locais).
In “Programa Nacional de Reformas – Mais crescimento, Melhor Emprego, Maior Igualdade” (página 17)

Os apoios à contratação, com escassa seletividade de públicos ou tipos de contrato, aumentaram mais de 2.200% em 3 anos

iefp apoiosNão obstante 2014 e 2015 terem sido anos de alguma recuperação de emprego e de redução da taxa de desemprego, tal evolução resulta em larga medida do efeito conjugado da emigração e do aumento muito acentuado da participação em políticas ativas de emprego, cuja eficácia e sustentabilidade suscitam dúvidas (e.g. os apoios à contratação, com escassa seletividade de públicos ou tipos de contrato, passaram de 7,9M€ em 2012 para 183,6M€ em 2015; os programas de formação curta, como o Vida Ativa, atingiram 220 mil pessoas por ano, sem garantia de qualificação no final). A persistência de desemprego elevado, em particular de longa duração e jovem, levanta ainda questões sobre a adequação das competências dos desempregados face às necessidades do mercado, bem como sobre as melhores forma de promover o emprego.
In “Programa Nacional de Reformas – Mais crescimento, Melhor Emprego, Maior Igualdade” (página 13)

Governo tem sérias dúvidas sobre a eficácia da elevada execução das medidas ativas de emprego

pnr 2016O Serviço Público de Emprego (SPE) é um dos principais responsáveis por oferecer serviços que potenciem a ativação dos desempregados e que sejam facilitadores da transição para o mercado de trabalho.
No âmbito das medidas ativas de emprego, há a destacar que a elevada execução destas políticas nos últimos anos levanta sérias dúvidas, quer sobre a sua eficácia, quer em termos da sua sustentabilidade.
A reformulação das respostas neste domínio será apoiada por uma avaliação do quadro global das políticas ativas de emprego (a realizar no 2.º semestre de 2016).
No quadro das políticas ativas de emprego, a estratégia do Governo passa por:
i. uma maior focalização das medidas nos segmentos mais atingidos pelo desemprego, designadamente os jovens, em particular os NEET, e os desempregados de longa duração;
ii. favorecer inserções efetivas no mercado de trabalho, com a contratação permanente como referencial.
In “Programa Nacional de Reformas – Mais crescimento, Melhor Emprego, Maior Igualdade” (página 15)

É urgente investir numa nova geração de medidas activas de emprego que respondam positivamente às necessidades do mercado de trabalho

almp pibThe main conclusions are:
1. Job searching assistance, counselling/meeting case, achieves positive impacts in the short run. This is the cheapest ALMP but requires solid Employment Services and the effect can be limited when cyclical unemployment is high due an economic downturn or when job offers do not flourish.
2. Training programmes achieve positive impacts in the medium run and long run more than in the short run. The main risk is the lock-in effect and the failure in the design of the programme due an inappropiate contents or the absence of training activities on the job.
3. Subsidized employment has not a significant impact. The deadweight loss and substitution effect are present in the literature review. However, this is the ALMP which captures the higher ratio of the Spanish ALMP Budget.
4. Public Employment Programmes has not significant impact in improving the employment outcomes of the participants after their participation. It is a clear social protection scheme but the empirical evidence does not justify this ALMP in terms of long term employment outcomes unless the programme includes training components. However, this is one of the main ALMP used during the economical crisis in Spain (Plan E or the ancient programme defined as Colaboraciones sociales¨)
5. Entrepeneurship Incentives has a positive effect in older unemployed workers and well educated but must be balanced with the bussiness rate of survival. More impact evaluation research in this field must be done due the development stage of this ALMP in Spain.
6. There is not significant evidence of differential effects on men versus women, so the effect of the ALMP are not biased for gender which is a good news because it means that the effect of the ALMP (positive or negative) affects in the same way to women or men.
7. ALMP tailored to the youth are performing worse than ALMP designed for general unemployers. The evidence suggest the importance of promoting preventive actions with a wider scope than the ALMP such as Education and Social Inclusion.

To sum up, the real challenge is to be able to develope a comprehensive system that take into account the economic features of the Balearic Islands and also look for the impact evidence of the ALMP. This system will help the policymakers to take right decisions and will make worthy the public money. It is time to invest in a new generation of tailored ALMP that responds positively the needs of the labour market and above all, designed in line with the empirical evidence.
In “Active Labour Market Policies: empirical evidence and Spain

Os 9 tipos de Políticas de Emprego segundo a metodologia da União Europeia

welfareAccording to the LMP methodology developed by the European Commission, interventions are classified in three broad types of interventions (further divided into categories 1 to 9):
LMP “services”
1: all services and activities of the public employment service (PES) together with any other publicly funded services for jobseekers;
LMP “measures”, also called regular activation measures
2: training;
3: job rotation and job sharing;
4: employment incentives;
5: supported employment and rehabilitation;
6: direct job creation;
7: start-up incentives;
LMP “supports”
8: out-of-work income maintenance and support;
9: early retirement.
In “Analytical Web Note 1/2015 – A descriptive analysis of the EU Labour Market Policy (LMP)” Statistics (2015) (page 7)

Post Navigation