A Minha Carreira

Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, António Gedeão

O “precariado” vive de bolsas, de estágios, de recibos verdes e de contratos a tempo zero

precariadoEmerge assim uma transfiguração do proletariado oitocentista, que agora assume o nome de “precariado”. Que vive de bolsas, de estágios e de recibos verdes (e das outras cores do arco-íris) e até de invenções recentes como a do contrato a tempo zero (em que o trabalhador tem de estar sempre disponível, bem como de trabalhar de cada vez o tempo que lhe for indicado, sob pena de não voltar a ser contratado). O medo apodera-se da sociedade e o futuro torna-se progressivamente mais negro. Onde param as promessas do trabalhador do conhecimento, da sociedade do lazer e da criatividade? Desvaneceram-se. O poder financeiro está apenas preocupado com as tecnologias de controlo de massas e não com a mudança estrutural, isto é, com a alteração das capacidades cognitivas e intelectuais da força do trabalho. Contenta-se com uma guarda pretoriana, que sempre lhe sai mais barata do que a “despesa” inerente ao livre exercício da cidadania.

In “Emprego, Desemprego, (Des)Emprego

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