A Minha Carreira

Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, António Gedeão

Archive for the month “Julho, 2015”

Em Junho de 2015 a taxa de desemprego em Portugal não foi 12,4%, mas sim 25%

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Aceder “Últimos dados do INE alimentam polémica sobre desemprego

Aceder “Bloco de Esquerda fala em “dados fictícios” e “diagnóstico mentiroso” do desemprego

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3 tipos de desemprego: estrutural, cíclico e friccional

Cadernos de EJA – TecnologiaUm dos tipos de desemprego que temos vindo a assistir devido à atual situação de crise e que tem atingido a maior parte dos países da Europa, é o designado desemprego cíclico, que ocorre no curto prazo quando a economia está a produzir abaixo do nível de pleno emprego. Este deve-se às condições de funcionamento da economia, ou seja, acompanha o ciclo económico, sendo que aumenta em períodos de recessão e diminui em períodos de expansão. Assim, um abrandamento temporário do crescimento económico tem como consequência uma redução da produção, que por sua vez leva ao aumento do desemprego.
Por seu turno, o desemprego estrutural é considerado um dos tipos de desemprego mais importante, que tende a permanecer no longo-prazo, ou seja, existe mesmo quando a economia se encontra em equilíbrio. Este pode resultar da inadequação entre as exigências do mercado de trabalho e as aptidões dos trabalhadores, nomeadamente a nível geográfico ou no âmbito das tecnologias.
Por último, o desemprego friccional, que também está bastante presente na economia, está relacionado com a rotação do trabalho, ou seja, a qualquer momento surgem novas oportunidades de trabalho e outras que acabam, o que faz com que haja um fluxo de entradas e saídas de trabalhadores no mercado de trabalho. Assim, o tempo que o indivíduo demora a procurar esses novos postos de trabalho e a respetiva transição de emprego, faz com que haja sempre trabalhadores no desemprego. Pode dizer-se que este tipo de desemprego decorre do desajustamento no sistema de informação entre os candidatos e as vagas de emprego.
In “O Desemprego Jovem em Portugal”, 2014

O modelo holandês para combater o desemprego jovem

Segundo o INE, 40% dos desempregados vivem já no limiar da pobreza

desigualdadesO emprego é um instrumento vital de combate à pobreza e às desigualdades. Assim, numa política de combate às desigualdades, o emprego digno com um salário digno deverá ocupar um lugar central. E como referimos neste estudo, o desemprego é a principal fonte de miséria em Portugal. Segundo o INE, 40% dos desempregados vivem já no limiar da pobreza.
A construção civil é o instrumento mais fácil e rápido de combater o desemprego, Não advogamos a construção de mais habitações (pois o nosso parque habitacional já está desajustado à procura), mas de infraestruturas básicas. Ou seja de infraestruturas de custo-benefício garantido, incluindo benefícios sociais importantes – e não mais autoestradas, TGV, campos de futebol, rotundas, pavilhões desportivos, parques industriais, etc., subutilizados -, e também um vasto plano de reabilitação urbana.
In “ Os Números da Desigualdade em Portugal”, Eugénio Rosa

Os Centros de Emprego devem prestar maior apoio e acompanhamento aos desempregados na procura de emprego

centro emprego7Trata-se de uma área com grande potencial em Portugal, dado o ainda relativamente baixo apoio prestado pelos centros de emprego aos desempregados nas suas procuras de emprego. Refiro-me a atividades como a preparação de CVs ou de entrevistas, formação específica e o encaminhamento para ofertas de emprego.
Refiro-me também à monitorização da procura ativa de emprego e a aplicação de sanções em casos de incumprimento dessas obrigações. Por exemplo, um projeto lançado em 2012 nesta área teve um grande impacto em termos de aumentar as transições para o emprego. Neste contexto, uma maior complementaridade entre os serviços públicos e privados de emprego bem como com outras entidades (por exemplo,  as juntas de freguesia, no quadro de uma reforma das apresentações quinzenais) teria com certeza um impacto significativo em termos da redução da duração do desemprego, nomeadamente entre os desempregados subsidiados.
In “Propostas para a Política de Emprego de 2015/19, II

Em 2013, cada português empregado trabalhava, em média, 39 horas por semana, menos cinco que em 1986

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Esta evolução tem sido acompanhada por uma significativa redução do horário de trabalho. Em 2013, cada português empregado trabalhava, em média, 39 horas por semana, menos cinco que em 1986. A redução foi concentrada sobretudo na década de 90, fruto de um conjunto de medidas de uniformização do sistema laboral nacional com o dos parceiros comunitários. Nos últimos anos regista-se mesmo um ligeiro aumento das horas trabalhadas, induzido pela degradação do mercado de trabalho e pelas alterações legislativas ao nível do setor público.
In “Três décadas de Portugal europeu: balanço e perspetivas”, Julho 2015

IEFP “limpou” mais de 60.000 desempregados em Junho de 2015

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E como refere no “meu facebook” um leitor já atingido por três vezes por esta “limpeza de ficheiros” feita pelo IEFP, depois de abatido é necessário esperar 90 dias (antes eram 60 dias) para se poder inscrever novamente no Centro de Emprego e é preciso ir durante longas horas para longas filas. É evidente que muitos desempregados desistem de se reinscreverem nos Centros de Emprego até porque estes pouco emprego arranjam. Mas é desta forma que são construídos os números do desemprego registado que servem para o governo e, nomeadamente Passos Coelho, utilizar na propaganda oficial para manipular a opinião pública.

In “IEFP eliminou dos ficheiros dos Centros de Emprego 338.093 desempregados só no 1º semestre 2015

Desemprego de diplomados: Um péssimo serviço do Ministério da Educação que induz notícias sensacionalistas e enganadoras

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É na Madeira e nos Açores que as universidades garantem maior empregabilidade, mas é em Lisboa que está o maior número de instituições de ensino superior com menor taxa de desemprego.
In “Instituições de Lisboa dão mais oportunidades de emprego

Desemprego Photoshop: como eliminar 298 mil “rugas” e embelezar 175 mil “carinhas larocas”

photoshopd“Nos primeiros anos [da legislatura] tivemos um agravamento do desemprego, um problema com o emprego, mas a partir de 2013 uma melhoria. Entre Janeiro de 2013 e Abril de 2015, vimos a economia criar mais de 175 mil postos de trabalho, temos mais pessoas empregadas hoje do que em 2013”.
Os dados do INE mostram que, entre o quarto trimestre de 2012 e o primeiro trimestre de 2015, foram criados 40 mil empregos. Se a comparação começar no primeiro trimestre de 2013, os números são mais simpáticos, mas ainda longe dos valores enunciados pelo líder do Governo: 123 mil. A única forma de nos aproximarmos desses valores é utilizar dados mensais. Um indicador mais frágil e muito mais flutuante, pouco utilizado para ilustrar a evolução do mercado de trabalho. Ainda assim, se compararmos Janeiro de 2013 – o pior mês de sempre desde 1998 – com Abril de 2015, a criação de emprego até ultrapassa o que disse Passos na entrevista: 205 mil.
Independentemente dos parágrafos anteriores, talvez o mais importante para avaliar a afirmação do primeiro-ministro seja o que aconteceu ao emprego antes do início de 2013, quando o PSD e o CDS-PP já eram Governo. Entre o primeiro trimestre de 2011 e o primeiro trimestre de 2013, 420 mil pessoas deixaram de estar a trabalhar em Portugal. O que significa que os 123 mil empregos criados são menos de um terço dos destruídos no período anterior. Um saldo negativo de 298 mil.
In “As respostas na entrevista de Passos Coelho são verdadeiras ou falsas?

Ter trabalho corresponde a ter valor, importância

jlrA chaga social maior dos nossos tempos é o desemprego. É uma ferida que abre outras num ciclo vicioso que se chama pobreza interminável.
O ter trabalho corresponde a ter valor, importância. Essa é garantia da sobrevivência e é o sinal essencial para a afirmação da cidadania, coisa que não interessa aos poderes dominantes. Ganhar o pão do seu sustento e da sua família com o suor do seu rosto, é sentir que o chão está firme debaixo dos pés e que o futuro da sua família vive da luz da esperança, porque a felicidade é possível. Não conduzir a política e todas as ações que mexem com o bem comum para este caminho, é violar os direitos básicos dos cidadãos e manifesta desrespeito grave contra os Direitos Humanos.
In “O desemprego e a fome

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