A Minha Carreira

Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, António Gedeão

Em Portugal dá-se prioridade à “cunha”

cunhaÉ comum afirmar-se que Portugal é o reino da “cunha”, do amiguismo, do nepotismo e do clientelismo. Não se consegue um emprego ou uma promoção por mérito próprio, mas só quando se tem amigos ou familiares bem posicionados ou se pertence a um grupo privilegiado. A crise provocou desemprego, congelamento de carreiras, mas que influência teve, se alguma, no modo como se acede (e quem) ao mercado de trabalho e à promoção? Portugal é, alguma vez foi, uma meritocracia?
Por razões históricas e culturais, em Portugal, como nos outros países da Europa do Sul, tendem a prevalecer os métodos clientelares e amiguistas, por oposição a uma meritocracia mais levada a sério nos países do Norte. A razão estará na clivagem entre o que Bilhim chama a Europa do azeite e a Europa da manteiga, e nas respectivas tradições católica e protestante, de acordo com as teses de Max Weber. Nada tem que ver com a dimensão dos países: a Holanda é meritocrática, a Itália é clientelista.
“A Europa das oliveiras é mais sensível à ‘cunha’, ou seja, aos valores da família e dos amigos, que a da manteiga, ou a Europa do Norte, onde a racionalidade parece prevalecer.” No Sul, “damos prioridade ao eu, depois à família e por fim aos outros. No Norte, primeiro vêm os outros, depois a família, por fim o eu”.
In “O Estado da Meritocracia em Portugal

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